Ruth Cardoso. Uma grande perda.

Por Cintia Castaldi

 

Uma perda irreparável para o nosso país a morte da ex-primeira dama, Ruth Cardoso.

Antropóloga e intelectual,  foi sempre foi sinônimo de elegância e discrição.

Um ícone em bons costumes e traquejo social, Dona Ruth foi um exemplo de dignidade, determinação e gentileza.

Essa sim é a imagem de alguém em quem vale a pena se inspirar.

Só vai deixar saudades!

 

 

Nascida em 19 de setembro de 1930 na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, Ruth Correa Leite Cardoso foi professora de Antropologia e Ciência Política na USP (Universidade de São Paulo) e pesquisadora do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em São Paulo.

Casou-se com o então sociólogo Fernando Henrique Cardoso em 1953, com quem teve três filhos. Em 1972, consagrou-se doutora em Antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Anos depois, concluiu pós-doutorado na Universidade de Columbia em Nova York e também foi professora em universidades no exterior como a Maison des Sciences de LHomme (Paris), Universidade de Berkeley (Califórnia) e Universidade de Columbia (Nova York).

Durante o mandato de FHC (1994-2002), dona Ruth fundou e presidiu o projeto Comunidade Solidária em 1995, uma ação de combate à pobreza e a exclusão social. Também atuou em ONGs, como a Alfabetização Solidária (AlfaSol). Atualmente, fazia parte do conselho diretor da Oscip (organização da sociedade civil de interesse público) Comunitas, criada para dar continuidade aos projetos do Comunidade Solidária.

Entre seus cargos de destaque, presidiu o conselho assessor do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre Mulher e Desenvolvimento, foi membro da junta diretiva da UN Foundation e da Comissão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) sobre as Dimensões Sociais da Globalização e da Comissão sobre a Globalização.

 

Tornou-se uma das principais referências sobre antropologia no país, tendo escrito diversos livros sobre temas relacionados, como: juventude, violência, cidadania, imigração, movimentos sociais, juventude, meios de comunicação de massa, violência e trabalho.

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Um comentário sobre “Ruth Cardoso. Uma grande perda.

  1. Gilson Mafuza disse:

    Preocupa-me lamentável perda. Insubstituível, irreparável, incontestável e singular em seu significado positivo para uma nação, a triste e repentina partida de D. Ruth Cardoso, abre uma lacuna na elegância do comportamento e no círculo de sabedoria de boas e proveitosas obras assistenciais, função reservada às primeiras damas que marcaram época junto aos respectivos Presidentes da República deste país. A esposa de um presidente não deve ser vista só como uma fiel acompanhante, mas como uma personalidade empreendedora de boas ações junto às comunidades carentes. Fica a saudade de um bom exemplo de trabalho e de fino comportamento social.

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